segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Biorremediação e OGMs

E aí, pessoal,

Hoje em dia ouvimos bastante sobre os OGMs: Organismos Geneticamente Modificados. Eles aparecem no jornal quando falam sobre a soja transgênica, e em tantos outros temas. Então, é claro que a Equipe Ômega não ia ficar de fora dessa, né? 

Conceituando

Organismos geneticamente modificados são aqueles que receberam gene ou genes de outros organismos ou que tiveram alguma modificação em algum gene específico, passando, então, a expressarem uma nova característica.

Aplicações
O uso de OGMs oferece a possibilidade de se contornar algumas das limitações dos processos de biorremediação, principalmente aquelas relacionadas à taxa da degradação do poluente. A manipulação genética de um microrganismo pode permitir o aumento da taxa de degradação através de diferentes estratégias: 
  • Inserção de genes que codificam enzimas catabólicas específicas para a molécula-alvo;
  • Inserção de genes que conferem resistência a compostos inibitórios no ambiente ou aos produtos de degradação da molécula-alvo;
  • Inserção de genes ou alterações genéticas que auxiliam na solução de problemas ligados à baixa concentração do poluente, como, por exemplo, aumento da captação/absorção do composto pela célula ou da expressão da enzima.

A incorporação destes genes em uma bactéria geralmente é feita via plasmídeosou transposons (sequências de DNA capazes de se movimentar de uma região para outra num genoma de uma célula), e pode resultar na manutenção do DNA exógeno na forma de plasmídeo ou na inserção dos genes no cromossomo bacteriano.
 Histórico
Os primeiros OGMs a serem aplicados na biorremediação foram as bactérias recombinantes desenvolvidas por Chakrabarty, nos anos 70. Através de sucessivas recombinações entre cepas com diversos plasmídeos, foram obtidas várias linhagens de bactérias capazes de degradar mais de um tipo de hidrocarboneto. A mais conhecida foi a capaz de degradar cânfora, naftalina, octano e xileno.
Polêmica
Quando se elabora OGMs surgem váriasdúvidas como: Os organismos sobreviverão no ambiente? Eles se reproduzirão? Eles se espalharão para outros locais? Causarão danos ao ambiente? Transferirão os genes para outros organismos no ambiente? 
Essas questões são importantes, pois analisando as possíveis respostas sabe-se se o OGM realizará a sua tarefa adequadamente e não causará futuros problemas ao meio. Por isso os mesmos são modificados em laboratório para apresentarem baixa competitividade com o objetivo de serem eliminados ou, ainda, para perderem as características especiais de recombinação após certo tempo de vida, sendo, assim, pouco competentes para sobrevivência no ambiente natural.
Riscos
  • Competição do OGM com a microbiota, flora e fauna local, podendo levar à extinção destas espécies nativas; 
  • A troca de genes entre OGMs e populações microbianas autóctones (naturais da região), já cientificamente comprovada, pode levar à degradação genética das espécies comuns no ambiente; 
  • A possibilidade de introdução, no hábitat, de espécies que apresentem fatoresde patogenicidade para a população autóctone, espécies que produzem endo-e/ou exotoxinas ou que contenham genes de resistência a antibiótico (esta é uma situação que deve de ser avaliada em laboratório antes da liberação dosmicrorganismos no ambiente); 
  • O desequilíbrio da estrutura da comunidade, podendo levar à degradação ambiental; 
  • A impossibilidade da eliminação dos microrganismos introduzidos depois que eles terminam o seu trabalho.

Uma maneira de contornar e evitar esses problemas no meio é o isolamento físico dos OGMs, mas como a disseminação do mesmo pode-se dar por água, vento, solo, etc. fica quase inviável realizar tal ação. Por isso, o mais correto a fazer é limitar o espaço e o tempo de vida dos OGMs através de manipulações em laboratório.

Referências:
pt.shvoong.com › Internet E Tecnologia - acessado em 16/11/2011



Um comentário:

  1. Num futuro bem perto, os OGMs Biorremediadores salvaram o mundo, hoje os mares, solos e água dos rio e lagos começam a ficar contaminados.

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